Como a Bem-Te-Vi começou
A casa no Batel abriu em 2017 quando Dona Tereza da Silveira, que morava sozinha no imóvel desde 1989, decidiu que preferia dividir o espaço a deixá-lo quieto. Não procurava locatários — procurava companhia para o café da manhã e gente para ouvir o jornal das oito.
Em poucos meses havia três moradores, uma rotina de refeições compartilhadas e um ritmo que ninguém havia planejado mas que funcionava. A família de cada um percebia que os telefonemas dos pais e avós mudaram de tom — havia mais assunto, menos silêncio.
Hoje a Bem-Te-Vi tem capacidade para oito moradores e opera com a mesma lógica de uma casa grande de família: as decisões do dia a dia são tomadas na cozinha, as portas ficam abertas para a rua e cada pessoa que entra tem um lugar à mesa que é só dela.
Não somos uma clínica, não temos prontuário e não usamos jaleco. Somos uma casa que resolveu fazer isso com seriedade.
O que nos orienta
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A janela dá para a rua
Cada quarto tem uma janela para o exterior. Não é metáfora — é exigência nossa no projeto de cada espaço. Ver o movimento da rua faz parte de continuar vivendo nela.
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A família recebe informação direta
Uma vez por mês escrevemos uma carta à família de cada morador em português simples. Não usamos termos técnicos, não suavizamos o que precisa ser dito e não mandamos formulários.
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Ficar ou partir são escolhas iguais
Na conversa de saída da Estada de Ambientação, as duas possibilidades têm o mesmo peso. Nunca pressionamos para que alguém fique, nem tornamos a saída desconfortável.
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Preço visível, sem cobranças surpresa
O que está incluído e o que é cobrado à parte fica escrito no contrato com linguagem que qualquer pessoa entende. Reajustes anuais com aviso prévio de 30 dias.
Quem trabalha aqui
São pessoas que moram perto, conhecem o bairro e trabalham na casa há tempo suficiente para saber o nome de cada morador e o que cada um prefere no café da manhã.
Tereza Valério
Coordenadora da Casa
Mora no Batel desde 1985 e conhece cada esquina do bairro. Coordena a rotina diária, recebe as famílias nas visitas e assina as cartas mensais.
Marcos Andrade
Cozinheiro Principal
Curitibano de nascença, ex-professor de culinária. Na Bem-Te-Vi desde a abertura. Mantém um caderno com as preferências de cada morador atualizado toda semana.
Sandra Corrêa
Acompanhante e Programação
Organiza a oficina semanal de trabalho manual e os encontros de escuta de música. Acompanha moradores a consultas e compromissos fora da casa.
Como cuidamos da casa
Padrões que aplicamos todos os dias — não porque alguém exige, mas porque é assim que a casa funciona bem.
Limpeza diária por quarto
Cada espaço privativo é limpo todos os dias pela manhã. A pessoa avisa se preferir que entrem mais tarde ou quando não estiver.
Refeições feitas na hora
Nada é descongelado ou reaquecido de um dia para o outro. Cardápio semanal com variação e espaço para preferências individuais.
Privacidade nos quartos
Cada morador tem chave do próprio quarto e decide quem entra. Não há câmeras em espaços privativos.
Contrato em linguagem clara
Redigido para ser lido sem advogado, com os itens incluídos e os cobrados à parte em colunas separadas.
Dados tratados com discrição
As informações dos moradores e das famílias ficam dentro da casa. Não compartilhamos dados com terceiros para nenhuma finalidade comercial.
Alguém atende o telefone
De segunda a sexta das 8h às 18h e sábado das 8h às 12h, há sempre uma pessoa disponível para atender ligações das famílias.
Uma residência de hospitalidade, não uma instituição
A Bem-Te-Vi opera no Batel, Curitiba, como uma residência de hospedagem para pessoas idosas que vivem de forma independente mas preferem um ambiente com companhia, refeições organizadas e rotina estruturada. A nossa abordagem é não médica: não aplicamos medicamentos, não fazemos acompanhamento clínico e não substituímos os profissionais de saúde que cada morador já tem.
O que fazemos é organizar o dia — a mesa, a lavandaria, o quarto arrumado, o transporte para a consulta, a carta mensal para a família. São tarefas concretas que fazem diferença quando a pessoa vive longe dos filhos ou quando a família não consegue estar presente todos os dias.
Atendemos pessoas de Curitiba e da região metropolitana, bem como famílias que moram em outras cidades e procuram um lugar de confiança para um parente que fica na capital. O bairro Batel tem farmácias, cafés, parque e boa cobertura de transporte público a poucos minutos a pé.
Venha conhecer a casa pessoalmente
Uma visita resolve mais dúvidas do que qualquer descrição. Ligue e combinamos um horário para a semana.